“A criança vai lá por sua própria
iniciativa, quando lhe apetece. Ninguém lhe impõe a ida ou uma leitura
determinada. Vagueia, passeia por um espaço que é seu. Vê, olha, para, folheia
o livro que quer, de pé, sentado, acocorado. De repente perde-se na leitura,
trava um combate ao lado do seu herói preferido, é seduzido pela raposa do
Principezinho, naufraga em ilhas misteriosas, cavalga na pradaria, desbrava
florestas impenetráveis, resolve mistérios insolúveis, voa através do espaço
imenso.”
(Nunes, 1998, p. 165)

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